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segunda-feira, 9 de maio de 2011

A LENDA DE MACUNAIMA
 

O Sol era apaixonado pela Lua, mas nunca se encontravam. Quando o Sol ia se pondo, era hora da Lua ir nascendo... E assim viveram por milhões e milhões de anos...
Uma enorme montanha, muito alta, repousa no meio dos imensos campos de Roraima. Em cima, um vale de cristais e um lago de águas cristalinas, os quais reservam para si os mistérios da natureza. Um belo dia, o Sol atrasou-se um pouco (eclipse) e o tão ansiado encontro aconteceu. Seus raios dourados refletiram, juntamente com os raios prateados da Lua, no lago misterioso... Nesse encontro, Macunaíma foi fecundado!
Macunaíma curumim esperto, cheio de magias, teve como berço o Monte Roraima.... Cresceu forte e tornou-se um índio guerreiro; os índios Macuxi o proclamaram herói de sua tribo.
“A bravura desse homem não se mede pelas armas que usou, mede-se pelos feitos que o tempo projetou”.
Macunaíma era justiceiro. Havia, próximo à montanha, uma árvore diferente, misteriosa. A Árvore de Todos os Frutos. Dela nasciam, a banana, o abacaxi, o buriti, o tucumã, enfim todas as frutas tropicais.
Ninguém podia pegá-las! Somente Macunaíma colhia seus frutos dividia-os entre todos, igualmente. Mas a ambição tomava conta da tribo. Assim, os índios desobedeceram, mexeram na árvore, arrancando-lhe todos os frutos e quebrando-lhes os galhos, para plantarem, pois, queriam mais árvores desse mesmo tipo.
A Árvore Sagrada perdeu a sua magia e Macunaíma ficou furioso! Num gesto de justiça, queimou toda a floresta, petrificou a árvore e, amaldiçoando a todos, ordenou que fossem embora. Da imensa floresta verde, restaram apenas cinza e carvão.
E, até hoje, em frente ao Monte Roraima, está a Árvore Sagrada, petrificada. Macunaíma, em espírito, repousa, tranqüilo, no Monte Roraima.

A Lenda do Monte Roraima

A origem da palavra vem da língua indígena pemon (TAUREPANG), Roro-imã que significa monte verde. Outro sentido atribuído a palavra é serra do caju. Mas o nome do estado de Roraima, segundo os historiadores, é uma referencia ao Monte Roraima, uma formação da era pré-cambriana, a 2.875 metros de altitude.
Conta uma lenda dos Macuxi, referente ao imponente Monte Roraima, que no passado, não havia ali nenhuma elevação, não se encontrava nenhum planalto, as terras ali eram baixas, alagadiças, próprias para capivaras e aves aquáticas. Nas vizinhanças viviam diversas tribos indígenas, muito mais do que hoje vivem. A vida era paradisíaca. Muita caça, muita pesca, muitos frutos. O arco e flecha e a sarabatana garantiam a fartura. Certo dia porém, sem que os pajés pudessem explicar, nasceu nesse local, uma viçosa PARURU (bananeira), planta nunca vista naquelas paragens. Em pouco tempo aquela árvore cresceu assustadoramente dando belos e incríveis frutos. Todos ficaram estarrecidos com aquilo, mas um aviso divino aos pajés proibiu que se tocasse na árvore ou nos seus frutos, alegando que se tratava de um ser sagrado. Se essas recomendações fossem desobedecidas, infinitas desgraças aconteceriam, a caça desapareceria, os frutos murchariam e a terra tomaria forma diferente. Ninguém, então, ousava tocá-los, eles eram sagrados e PAABA (deus) não gostaria de ver sua determinação desrespeitada. Ao alvorecer de um belo dia, as populações indígenas foram tomadas por indescritível surpresa: Alguém, quem não se sabia o nome, havia cortado criminosamente a bananeira e roubado o cacho precioso, cujas bananas estavam amareladas qual ouro do Quinô. Em poucos instantes a natureza protestou violentamente. Trovões, relâmpagos abalaram as populações espavoridas. As caças corriam para longe, as aves voavam alto em revoada e cantavam um canto triste de despedida. Enquanto isto acontecia, desabava uma pesada chuva, e do centro da terra, tão baixo que era, começava a surgir, espetacularmente, o Majestoso Monte Roraima, alteando-se cada vez mais e mais, de modo assustador, ostentando um formoso diadema de nuvens, que até hoje lhe orna a fronde altaneira, no azul do infinito. E através dos tempos, a natureza continua mostrando sua tristeza que é eterna e se consubstancia em perenes gotas d`água que vertem das pedras, das fissuras, das ravinas como se fossem lágrimas sentidas e quando essas águas estão próximas ao esgotamento Paaba (deus) faz baixar novas nuvens que sempre circundam o Monte Roraima. Deste monte tão imponente, foi escolhido o nome para batizar esta terra tão altaneira, que é "RORAIMA".
Confira outros contos e lendas do folclore roraimense:

• Canaimé – É um espírito mau que vive na floresta. Se algum membro de uma tribo desobedecer às suas leis, o espírito é chamado para castigar o infrator com a morte.

• Cruviana – É a Deusa do vento, a mulher do alvorecer. Chega em tornado, acordam os trabalhadores das fazendas e os envia fora para o trabalho.

• Tepequem – É um vulcão muito furioso que causou danos às fazendas e aos animais. Somente o sacrifício de três cunhatãs (meninas) poderia abrandar sua fúria. Três virgens foram escolhidas para o sacrifício e quando o vulcão acalmou sua ira, as suas larvas transformaram-se em diamantes. Hoje o vulcão é uma montanha bonita e na frente dela há três montanhas pequenas que representam as três cunhatãs.

• Jurupari , o legislador – Nos velhos tempos, a força esteve nas mãos das mulheres. Jurupari entrou no mundo para desfazer esta forma. Criou leis novas e colocou todo o poder nas mãos dos homens, deixando a mulher sempre atrás deste.

sábado, 7 de maio de 2011

A criação do Território de Roraima

O antigo território do Rio Branco, transformado no atual Estado de Roraima, pelo Art. 14 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição Brasileira, promulgada em 1988 - o período de 5 de outubro de 1988 a 31 de dezembro de 1990 é considerado de transição do Território para o Estado, foi disputado por espanhóis, portugueses, holandeses e ingleses desde o início do século XVI. Seus povoados, no entanto, somente começaram a se instalar no século XVIII, após o extermínio de grande número de indígenas. Em 1858, o governo federal criou a freguesia de Nossa Senhora do Carmo, transformada no município de Boa Vista do Rio Branco, em 1890. Em 1904 houve grave disputa territorial com a Inglaterra, que tirou do Brasil a maior parte das terras da região do Pirara, pequeno afluente do rio Maú, incorporadas à Guiana Inglesa. A partir de 1943, foi criado o Território Federal do Rio Branco, cuja área foi desmembrada do estado do Amazonas. Passou a chamar-se Território Federal de Roraima a partir de 13 de dezembro de 1962. Em 5 de outubro de 1988, com a promulgação da nova Constituição do país, o território foi transformado em estado da federação.